Temporal provoca prejuízos em Araranguá

6 de março de 2010
By Da redação

A forte chuva que iniciou por volta das 15h, desta sexta-feira, dia 5, em Araranguá, teve uma duração de aproximadamente 90 min. O suficiente para provocar vários estragos na cidade. Um trecho da avenida Getúlio Vargas, próximo ao posto Irmão da Estrada ficou alagado nas quatro pistas. Aproximadamente 6 metros de muro do cemitério municipal, caiu na calçada.

Uma parte do muro do colégio Estadual de aproximadamente 20 metros caiu em cima de dois carros que estavam estacionados no meio fio na rua Cel. João Fernandes.

Os danos foram materiais. O agente penitenciário, Jorge Padilha, 40 anos,  foi buscar seu filho de 8 anos que fora assistir uma apresentação no Célia Belizária de Souza. “Estava esperando a chuva passar para ir embora quando o muro caiu”, explicou. O carro um Del Rey ano 1987, ficou destruido. “Só para o ferro-velho”, lamentou o proprietário.

O outro carro atingido foi o Cross Fox, ano 2005,  da professora aposentada Denise Biz Estevam, de 55 anos. Ela trabalho no teatro e relatou que naquele momento aproximadamente 500 crianças estavam assistindo a apresentação do cantador de causos Paulo Freire.
“Estacionei no local por volta das 13h, às 16h o muro caiu”, explicou.
Ela disse que registraria um Boletim de Ocorrência.

Graziela Orige Ferreira

O cruzamento das avenidas Coronel João Fernandes e Capitão Pedro Fernandes, ficou completamente alagado. Nesta esquina está localizado o edifício Cruzeiro do Sul.

A professora Graziela Orige Ferreira, de 32 anos, casada e moradora do prédio há 2 anos, estava indignada com a situação.
“Fizemos uma indicação com um vereador, já foi colocada uma reportagem no jornal, procuramos o prefeito, fizemos um ofício para conversarmos com ele, e não marcaram uma hora ainda. Só promessas e nada foi resolvido até agora”, desabafou.
Segundo ela, a chuva de hoje chegou no contador de energia e alagou o andar térreo.

Na rua Turvo, fundos do açude Belinzoni, principal reservatório de água potável da cidade,  abriu um buraco de aproximadamente 11 metros de comprimento por 3 de largura e 2 de profundidade com a força da água que escorreu do meio fio, no terreno de Geni Filomena da Rosa,  de 55 anos. Ela relatou que ficou preocupada quando chegou do trabalho e viu o buraco. “Havia uma buraco pequeno e nós avisamos a prefeitura. Já estiveram aqui vereadores, construtores, para verifiarem a situação. Disseram que iriam arrumar e já faz um mês e agora veja como é que ficou”, relatou ela.

Momentos de apreensão passou o pescador Santos de Moraes,de 43 anos que mora em uma casa na rua Machado de Assis, que faz fundos com a rua Timbé do Sul, há 17 anos. Segundo ele,   a patrola da prefeitura passou pela manhã, tapando um buraco e à tarde,  a água invadiu os terrenos no fim da rua.
“Isto aqui foi uma cachoeira. A água passou dentro do meu terreno na garagem e atingiu a cozinha”, disse ele.

Da redação.

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