Juventude Inventada

16 de março de 2010
By Da redação

Está no ar uma nova moda pra lá de bizarra. Não se sabe de onde veio e nem pra onde vai mas está preocupando alguns pais (não muitos); uma sociedade que fala, fala e não diz nada, diz que é apenas um modelito, desses efêmeros, que não vai vingar. Outros profetas, professores de Deus, profetizam que é “como chuva de verão”: Dá e passa.

É que uma leva de meninos e meninas, a maioria pré adolescentes, está mais uma vez caminhando sobre o fio da navalha. Agora está desfilando com umas fitinhas sexuais, tipo aquelas do Senhor do Bom fim que se amarra aos pulsos. Pode? De bom fim não tem nada. É mais um estereótipo que as cabeças ocas dessa juventude sem rumo adotam.

Tem fitinha de várias cores:  Cada uma delas representa um mercado de oferta e de procura, de dar e receber, exatamente como uma bolsa de valores Os commodities são meninos e meninas que negociam o corpo de acordo com o movimento da bolsa.

Mas aí, a minha amiga Léia Batista, articulista esperta,diz mais ou menos assim: Aonde esses pobres miseráveis vão se espelhar? Onde é que existe dignidade, justiça, respeito e amor pra essa gente se espelhar e ter um pouco de brilho na alma? O país cria fábricas de imoralidades todos os dias; o diabo abre sucursais do inferno em todas as esquinas; A sociedade “descolada”, falida em seus ideais, perde o seu ocioso tempo abrindo os diários, catando fofocas, copiando os amigos de plástico, os up to date, os que trocam de carro duas vezes por ano, e, mais uma série de impropérios que significam a sensibilidade atual.

As fitinhas, o excesso de álcool, os menores que dirigem sem habilitação – com a cumplicidade de seus pais –, as drogas, nivelando todos por baixo, as crianças perdidas em seu  próprios lares, falando sozinhas porque os pais estão preocupados em gastar com o supérfluo e economizar na educação, é a imagem que esses jovens sem rumo carregam em seu mundo e muitas vezes os levam ao túmulo.

Sem algumas ferramentas básicas que toda a sociedade, governantes, igrejas, família, escola, deveriam usar para que tais modismos que corroem o espírito e a moral não proliferem e se perpetuem, vamos criar outros zumbis como esses: Sem amor à vida, sem amor à nada, sem personalidade, experimentando tudo que é proibido pelo simples fato de não ter o que é permitido, o que é bom, estampado nos murais da sociedade.

E quando tem, não se pratica. Falta cidadania! Não há o porque de julgá-los como foras da lei. Que lei? Quem respeita as leis?  Essa normalidade assusta, esses modismos incomodam. O mundo não vai terminar em terremoto, tsunami ou degelo nos polos. Vai terminando a moral e, sem moral, não há mundo.

Lony Rosa.

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