
Agide, João Alberto e Agidel
A música “Viola Caipira” de João Alberto Plucênio, interpretada por Agide e Agidel, “Me Empresta Um Pouco de Terra” de Lony Rosa e “Bem Maior” de Jorge Nando de Criciuma, estão na final do 3º Femic, Festival da Integração e da Música Catarinense. A seletiva foi realizada ontem.
Os trabalhadores Claudinei Gonzaga Gomes e Sidnei Gomes, do setor de expedição da Seara de Forquilhinha tiveram que solicitar ao chefe da seção para alterar o horário do expediente para que os dois pudessem participar da seletiva de ontem. Eles iniciam no trabalho às 22h e terminam o expediente às 5h20.
Conhecidos como a dupla Agide e Agidel, eles foram os primeiros a se apresentar na noite deste domingo dia 21, no teatro Célia Belizária de Souza, em Araranguá, na Semifinal Sul com a música Viola Caipira. A dupla toca há quinze anos músicas do sertanejo popular e moda de viola. A preferida é “Franguinho Na Panela”.
“É muito importante para nós termos chegado até aqui, é uma grande vitória”, disse Agidel.
Lony Rosa cumpriu a tradição e não permanceu no ambiente durante a divulgação dos classificados e foi embora mais cedo.
Já o representante de Criciúma Jorge Nando, recebia cumprimentos enquanto caminhava entre as poltronas do teatro.
Nesta etapa houve a participação de cinco regionais: Criciúma, Tubarão, Laguna, Braço do Norte e Araranguá. Foram 17 canções apresentadas classificando três.

Neto Nunes
Segundo o músico Neto Nunes que participou no apoio dos arranjos e acompanhamento das canções de Lony Rosa e Jorge Nando, o festival é a longo prazo e trará muitos benefícios para o músico catarinense. “Este resgate da canção de festival está levando a uma integração onde as canções acabam se contemplando. Os compostiores e interpretes se reconhecem e trocam informações e isto só tende a crescer”, afimou.

Luiz Meira
O projeto teve início há quatro anos quando o músico, cantor e compositor Luiz Meira, apresentou o projeto ao Governo do Estado. “Estou muito feliz porque conseguimos alcançar o nosso objetivo que era justamente abrir um espaço para os artistas principalmente do interior do estado, e tem apareceido muita gente boa”. O músico com a participação da cantora Celina fizeram o show principal da noite.
Nesta edição foram 2300 inscrições; 600 subiram ao palco; 140 foram classificadas em oito eliminatórias. Vinte e nove estão na final nos dias 26 e 27, próximos, no teatro Pedro Ivo Campos em Florianópolis. O primeiro colocado levará um prêmio em dinheiro de R$ 30 mil, o segundo R$ 15 mil e o terceiro R$ 7 mil.
Everaldo Caetano gerente de Turismo, Esporte e Cultura da 22ª Regional adiantou que um ônibus deverá levar os participantes para a grande final.
Músicos consagrados participam do Festival
A dupla Candemil e Quilha, de Laguna, tocam MPB. Ele gravaram um CD “Na Cara do Bicho”, depois de terem participado da primeira edição do festival.
Luciano Candemil cursou Engenharia Civil, mas disse que a música falou mais alto.
“A espera para a apresentação é a melhor parte. Aqui se encontra velhos amigos e se faz novos amigos também”, disse Luciano enquanto esperava no camarim. Ele defenderam a canção “Revoar”.

Carlos Martins
Carlos Roberto Rocha Martins, de 50 anos, defendeu a música “Feliz em Araranguá”. Formado na Faculdade Palestrina de Música e na Academia Fredeguer de Porto Alegre, o professor trabalha há 34 anos com música. Casado com com Sainora é pai de Thainá e Tábata foi a 17º apresentação da noite.
“É muita adrenalina. Agente fica na expectativa da apresentação. Dá aquele frio na barriga, mas depois que está lá em cima passa tudo”, disse enquanto esperava a sua vez.
Da redação.