O rio Araranguá está 2m32 acima do leito normal. Só nesta madrugada subiu próximo de 1m. A régua que serve para monitorar a cheia, ao lado da ponte pênsil, indicava hoje às 7h40, 2m25. Às 14h estava 2m32.
No bairro Barranca a rua Paulino Luiz Pereira, que margeia o rio, próximo ao prédio da antiga fábrica da Inquil, estava alagada sem condições de trânsito para automóveis hoje às 11h.
Próximo da comporta nas “bananeiras”, tradicional ponto de alagamento, a água do rio estava passando sob a estrada e invadindo as lavouras de arroz.
Outro ponto de alagamento é próximo da Forquilha Grande.
Os moradores do bairro próximos da BR-101 estão apreensivos. Algumas casas já estão com água no pátio.
A moradora da rua João Inácio Costa, Leci Alves Aurélio, é casada e tem dois filhos. Preocupada com as frequentes cheias no bairro ela “levantou” a casa em 2m20, na última reforma. “Faz seis meses que eu ergui a minha casa, para prevenir. Na outra enchente de janeiro eu perdi tudo”.
Ele disse ainda que está arrumando algumas coisas e se a enchente vier levará os filhos para a casa da cunhada.
O diretor da Defesa Civil no município Ernane Palma Ribeiro Filho, disse que se o rio “crescer” trinta famílias deverão ser retiradas preventivamente. “Os pontos mais críticos são: o fundo da Barranca e algumas famílias da Baixadinha”.
A equipe responsável pelos abrigos foi instruida para a limpeza de um destes locais.
Da redação.
Ernani Palma Ribeiro Filho - Diretor da Defesa Civil
Leci Alves Aurélio - Moradora