A equipe do carro dois, Camundongo, composta por Reginaldo, Giscard, Rodrigo, Pedro Igor e Maurício foi a vencedora da Corrida de Gravidade – Gravity Racing. O segundo lugar ficou para a equipe do carro nove, Sem Freio, com Jaison, José Amaro, Douglas e Tiago. A terceira colocada foi o carro quatro, Garra, com Ednei e Dierlen. Dez equipes participaram da competição.
A corrida foi um trabalho de conclusão do projeto integrador do terceiro módulo, do curso Técnico de Eletromecânica, do Instituto Federal de Santa Catarina, campus Araranguá.
Os pilotos participaram de três etapas: duas de slalon, com obstáculos de pneus, e uma de velocidade, sem obstáculos. Os vencedores fizeram os melhores tempos e cometeram menos faltas (bater nos pneus).
A prova iniciou às 8h30, neste domingo, dia 4, na rua Caetano Lummertz, entre o cemitério municipal e o supermercado Manentti. Foi montada uma infra-estrutura na extensão de 300 metros, para a realização do evento. Som, proteção de pneus, fita de isolamento para o público, tomada de tempo eletrônica em três pontos e uma grande equipe formada por professores,alunos e colaboradores do IFSC trabalharam na organização.
Construção dos carros pode demorar quatro meses
O trabalho começa com a construção do protótipo do carro em miniatura e uma competição no campus. No segundo módulo, eles constroem um gerador de energia, que usa o movimento do carro, para gerar energia para as luzes e buzina.
No terceiro módulo, os alunos constroem o carro para a categoria de até 150 quilos.
Segundo o professor de Desenho Técnico de Eletromecânica, Fábio Evangelista Santana, este ano a pista exigiu mais da estrutura. “Como a pista é maior e a descida mais forte, a estrutura sofre muitas torções nas curvas. A dica foi reforçar a estrutura”, explicou.
Geslon Eduardo, de 21 anos, participou de uma equipe de quatro pessoas e disse que a construção do protótipo demorou quatro meses. “Nos reunimos nos fins de semana”, ressaltou. “O carro é totalmente reciclado. Tudo é usado, tem que sucatear. Até o pneu é usado”, explicou. O custo do projeto foi de R$ 200,00.
Segundo o professor de Automação, Giovani Batistas de Souza, responsável pelo sistema de tomada de tempo, nas provas de slalon os carros chegavam na linha de frenagem a 22km/h. “Na prova de velocidade podem chegar a 45km/h. Os obstáculos do slalon reduzem a velocidade”, explicou.
Da redação do valenoticia.net