Brasil
Governadores querem pacto de vacinas para professores e retorno das aulas presenciais 29/05/2021

Governadores tentam organizar um pacto nacional para reservar, a partir de junho, 10% das vacinas recebidas pelos estados para os profissionais da educação. A medida busca garantir a retomada das aulas presenciais em agosto em todo o país. Eles se reuniram nesta quinta (27) para a assinatura do Pacto Nacional pelo Retorno Gradual, Seguro e Efetivo das Aulas Presenciais na Educação Básica.

 

A proposta prevê a definição de semanas específicas para a vacinação exclusiva de profissionais da educação em junho (para a aplicação da primeira dose) e em julho (para a segunda).

 

Levantamento do jornal Folha de S.Paulo mostrou que, passados 14 meses do início da pandemia, 14 estados e o Distrito Federal continuam sem aulas presenciais na rede pública. Nesses locais, só as escolas particulares estão recebendo alunos.

 

Segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI), são cerca de 2,7 milhões de profissionais atuantes na educação básica, dos quais apenas 450 mil já receberam a primeira dose e 220 mil, a segunda.

 

A vacinação deste grupo teve início apenas em sete unidades da federação: Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

 

Nesta sexta (28), depois de meses de apelo dos estados e municípios para incluir os profissionais da educação na vacinação, o Ministério da Saúde publicou nota técnica em que coloca o grupo na sequência da imunização.

 

Há um consenso entre os governadores de que o ensino remoto, embora tenha tido papel emergencial importante durante a pandemia, não é mais suficiente para conter os prejuízos educacionais. "Uma resposta mais eficaz do poder público e das escolas só poderá ser dada com aulas em formato presencial", diz trecho do documento sobre o pacto.

 

Para os governadores, a vacinação dos profissionais que atuam em escolas públicas e privadas é a principal ação para garantir o retorno das aulas presenciais já que avaliam alta probabilidade de "permanência de um grave quadro pandêmico nos próximos meses, inclusive com a chance de uma terceira onda".

 

A avaliação é de que a imunização da categoria trará mais confiança e segurança à comunidade escolar e é também a forma mais eficaz de não fragilizar as estratégias de controle da pandemia com o aumento da mobilidade urbana que está atrelada à reabertura das escolas.

 

Sem nenhuma ação concreta do Ministério da Educação para ajudar estados e municípios a retomarem as aulas, o pacto entre governadores é visto como uma forma de evitar ainda mais a ampliação da desigualdade educacional no país.

 

Fonte: Fonte: Cidadeverde.com