Brasil
Transição de governo discute transferir segurança presidencial para a PF. 07/12/2022

CNN revelou em novembro que dirigentes petistas têm defendido retirar também da pasta a ascendência sobre a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o status ministerial.

 

A mudança na segurança do presidente seria motivada por uma questão de cautela de dirigentes petistas devido ao alinhamento de Jair Bolsonaro com as Forças Armadas durante o seu mandato.

 

Em 2015, no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), a pasta foi incorporada pela Secretaria de Governo, perdendo o status ministerial, que lhe foi devolvido por Michel Temer.

 

Para o terceiro mandato de Lula, dirigentes petistas têm defendido que o gabinete volte a ter formato de Casa Militar, como era antes de 1999, respondendo diretamente à Presidência da República.

 

A avaliação feita à CNN é de que a perda do status ministerial poderia servir como um gesto político, já que o segmento militar ampliou a sua participação no primeiro escalão do governo federal durante a gestão de Bolsonaro.

 

A ideia seria, assim, fazer uma espécie de contraponto à atual gestão, com uma Esplanada dos Ministérios formada apenas por nomes civis.

 

A perda do status ministerial também não é consensual no governo de transição. Há um receio de que o gesto possa ser interpretado como um revanchismo pelo Alto Comando das Forças Armadas, criando resistência desnecessária com a nova gestão.

 

O principal cotado para o novo GSI é o general Marco Edson Gonçalves Dias.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Cnnbrasil.com